Muitas instituições já coletam dados de egressos.
A pergunta que costuma ficar sem resposta é: o que acontece com essasinformações depois que o relatório fica pronto?
Na prática, o acompanhamento de egressos ainda é conduzido,em muitos casos, por meio de planilhas, formulários isolados e ações pontuais.Esse modelo até funciona no início, mas rapidamente mostra seus limites quandoa instituição precisa ganhar escala, consistência e capacidade de ação.
O problema não está na intenção, mas na estrutura
A maioria das instituições reconhece a importância de acompanhar seus egressos. O desafio aparece quando esse acompanhamento dependede processos manuais e fragmentados.
É comum encontrar situações como:
Nesse cenário, os dados existem — mas não se transformamem inteligência institucional.
Acompanhamento de egressos exige mais do que coleta
A experiência de instituições que conseguiram avançar mostra que acompanhar egressos de forma efetiva envolve três dimensões complementares: engajamento, gestão e uso estratégico dos dados.
Engajamento contínuo com egressos
Um acompanhamento que gera valor precisa manter o egressoconectado à instituição ao longo do tempo. Isso passa por oferecer:
Sem engajamento, o acompanhamento se limita a tentativasesporádicas de contato — e as taxas de resposta tendem a cair.
Gestão estruturada do relacionamento
Além de engajar, é fundamental organizar o relacionamentocom os egressos de forma estruturada. Isso significa:
Quando esse controle é manual, ele se torna difícil desustentar e altamente dependente de pessoas específicas.
Uso estratégico dos dados
O verdadeiro valor do acompanhamento de egressos aparecequando os dados passam a apoiar decisões institucionais. Para isso, énecessário:
Sem essa estrutura, os dados acabam sendo usados apenas paracumprir etapas pontuais, sem gerar aprendizado institucional.
Do levantamento pontual ao processo contínuo
Iniciativas como o IASE ajudam a estruturar a coletade dados de empregabilidade e trajetória profissional, oferecendo uma baseconsistente e comparável.
O desafio seguinte — e mais invisível — é transformar essesdados em processo contínuo, capaz de sustentar o acompanhamento deegressos ao longo do tempo, com menos improviso e mais consistência.
É nesse ponto que muitas instituições começam a repensar omodelo manual e buscar formas mais estruturadas de organizar, engajar eutilizar essas informações.
Conclusão
O acompanhamento manual de egressos não deixa de funcionarpor falta de esforço. Ele deixa de funcionar porque não foi desenhado paraescalar.
À medida que a importância desse acompanhamento cresce —seja para avaliação institucional, planejamento acadêmico ou fortalecimento da relação com o mercado —, torna-se cada vez mais necessário evoluir de ações pontuais para uma estrutura contínua, integrada e orientada por dados.
Preparamos um material completo que explica, de forma prática, os objetivos, benefícios e impactos do IASE para as instituições de ensino superior.
👉 Baixe o ebook “Por que participar do IASE”